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NOVIDADES ANTIGAS

19/08/2019 06:58:02  

 

O anteprojeto de previsão de alterações da Casa de Detenção e da Penitenciária do Distrito Federal, com pavilhões de quatro andares, não foram as construções definitivas que previam fachadas, hospital e outros anexos. O olhar panóptico já não seria utilizado. Porque os corredores de cada andar teriam lajes no meio separando os andares, mas, unindo cada lado do corredor de celas. A laje inteira entre os andares impediria a visão do que se passava em outros andares, o que é o oposto do que se desejava com a construção panóptica em que em cada nível se teria visão total daquele andar e dos inferiores. Por isso, quanto maior a posição na torre melhor seria a vigilância de um sobre os outros, presos e também funcionários.

A ausência dos corredores laterais, nas figuras anteriores que antes permitiam a passagem dos guardas por cada lado do andar examinando as celas, impediria também que externamente os policias vissem o que acontecia internamente, do alto das muralhas. Além disso, a construção vertical é mais alta do que a muralha, o que permitiria que os presos vissem os policias através das janelas das celas, vissem as pessoas passando nas ruas próximas e também observassem os pátios e demais locais e pessoas nas prisões, e foi esse olhar privilegiado aos presos que a nova arquitetura das prisões possibilitou: O olhar inverso que vigia e planeja fugas, motins, e o recebimento e distribuição de objetos ilícitos.

 

 

 

Dissertação de autoria de Sandra de A. Figueira 

Disponível em http://www.memoriasocial.pro.br/documentos/Disserta%C3%A7%C3%B5es/Diss293.pdf