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Inspetores penitenciários fazem varredura em presídio de Campos

17/07/2019 19:41:30  

Inspetores penitenciários fazem varredura em presídio de Campos, descobrem plano de fuga e apreendem 219 celulares, drogas e dinheiro.

 

Em continuidade ao trabalho integrado de combate à entrada de materiais ilícitos em Unidades Prisionais do estado do Rio de Janeiro, todas as áreas operacionais da Seap realizaram uma grande varredura no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, na terça-feira (16). A Operação ‘Asfixia' teve início às 6:30 da manhã e contou com a participação de 250 inspetores penitenciários entre coordenadores de área; diretores e equipes de unidades prisionais; Grupamento de Serviço de Segurança Externa (GSSE / Muralha); Grupamento de Portaria Unificada (GPU); e Departamento de Operações Especiais através dos 3 grupamentos: Grupamento de Serviço de Escolta (SOE/GSE), Grupamento de Intervenção Tática (SOE/GIT), Grupamento de Operação com Cães (SOE/GOC), que saíram às 2:00 horas da manhã do Rio de Janeiro, em comboio de 51 veículos, para apoiar a turma de plantão da unidade prisional em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

 

Foram revistados os dois pavilhões da unidade prisional, num total de 10 galerias de celas coletivas e apreendidos 219 celulares, 2 balanças de precisão, drogas, relógios, roupas e tênis fora do padrão permitido, e 27 mil reais em dinheiro que estavam em poder dos presos, cujos valores foram identificados e atestados. Durante a vistoria, também foi descoberto um plano de fuga de presos. Três detentos tentaram reagir, mas foram contidos pelos inspetores penitenciários. O material apreendido foi encaminhado à 146ª Delegacia de Polícia de Guarus. Presos também foram encaminhados para delegacia para registro policial.

 

 

 

 

A coordenação de área está adotando medidas a fim de inviabilizar esquemas criminosos dos presos. O Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos passa pelos mesmos problemas das demais unidades prisionais do estado, com baixo efetivo funcional para dar conta de todas as demandas inerentes à população carcerária. Importante ressaltar que o êxito da operação só foi possível pelo quantitativo de servidores envolvidos na operação.

 

O Presídio Carlos Tinoco da Fonseca é uma unidade mista, com presos em regime fechado, semiaberto e aberto, da facção Terceiro Comando. No efetivo carcerário estão gerentes de tráfico e “donos de morro” da região de Campos e adjacências. No efetivo funcional, conta com 7 inspetores penitenciários por turma de plantão para guarnecer todos os postos de serviço e vigilância da unidade prisional, e prender um efetivo carcerário de 2081 presos. Detalhe, a maior parte dos inspetores penitenciários lotados na unidade prisional de Campos reside no Rio de Janeiro e enfrentam mais de 600 km entre ida e volta de casa para o trabalho.  

 

Cada unidade prisional possui uma especificidade, perfil operacional e funcionalidade diferente, razão pela qual todas estão mapeadas por drones e pela equipe operacional e de inteligência da Seap. A modernidade operacional tem sido um marco da atual gestão, que acredita no potencial e profissionalismo dos inspetores penitenciários.

 

A operação ‘Asfixia’ já apreendeu mais de 6 mil aparelhos de telefonia celular que estavam em poder de presos. No mesmo período do ano passado, foram apreendidos 3.756 aparelhos celulares nas unidades prisionais do estado do Rio de Janeiro.

 

A edição da Operação ‘Asfixia’ no Presídio de Campos foi inédita, pela amplitude da ação naquele estabelecimento prisional.  A Subsecretaria de Gestão Operacional da Seap, atendendo orientação expressa do secretário Alexandre Azevedo de Jesus, vem desenvolvendo ações de apoio às unidades prisionais isoladas e distantes, priorizando grandes operações com elevado número de setores operacionais envolvidos, após a realização de estudo prévio dos alvos e objetivos, com levantamento do setor de planejamento e inteligência da Subsecretaria de Gestão Operacional. Com isso reduzimos os conflitos e abusos da massa carcerária, Com domínio da operação e transparência.  

Os estudos e planejamentos operacionais visam identificar lideranças no efetivo carcerário (geralmente chefes de tráfico e gerentes da região), locais prováveis da ocultação dos materiais ilícitos, avaliação dos riscos da operação, local de recolhimento dos internos após a intervenção. E, principalmente, padronização das operações com técnicas operacionais utilizando-se do que temos de melhor em questão de mão-de-obra operacional penitenciária do país: o inspetor penitenciário que atua sob a coordenação direta do diretor da unidade prisional e do coordenador de área, também inspetores penitenciários.