Image

UM RETRATO DO SISTEMA PENITENCIÁRIO DO RIO

16/07/2019 17:58:04  

 

Numa matéria veiculada em jornal matutino, o repórter questiona: “O que os bandidos ficam fazendo dentro do presídio, que têm tempo de fazer um túnel?”. Talvez a explicação esteja numa combinação de abandono de governos que permitem galerias sem “cortinas” e a superlotação de presos de uma facção criminosa nada afeta ao trabalho.

 

Após 40 anos de existência, sem obras de reforma e manutenção de grande vulto, as celas do Instituto Penal Vicente Piragibe, em Gericinó, não têm portas. Isso por causa da constante infiltração nas paredes e pisos que danificaram a alvenaria e as grades de contenção chamadas de “cortinas de ferro”. Daí que, não apenas na parte exterior das galerias, mas também no interior delas, presos de altíssima periculosidade de uma das facções mais letais do Rio circulam livremente e em comunicação constante. Fato que dificulta o trabalho dos inspetores penitenciários na realização de conferes e vistorias, além de viabilizar a indisciplina dos presos.

 

 

FALTA ESTRUTURA E RESPEITO

Com 21 postos de segurança e vigilância no Instituto Penal Vicente Piragibe, e, 6 inspetores penitenciários por plantão, em média, é impossível cobrir todo o perímetro da unidade prisional que possui 10 mil m². A atual diretoria instalou mais 8 câmeras de vigilância. No entanto, seriam necessárias pelo menos 100 câmeras, para monitorar todos os postos, dada a extensão territorial da Unidade Prisional e sua excessiva população carcerária.