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Uma resposta à altura

09/07/2019 17:16:07  

 

“CARCEREIRO” DE CUNHA LIDERA AGENTES PENITENCIÁRIOS NA PREVIDÊNCIA

O agente penitenciário Gutembergue de Oliveira é um dos principais líderes do movimento de servidores da segurança que tem atuado em Brasília em lobby por regras mais brandas de aposentadoria por suas categorias. Gutembergue preside o Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio e trabalha no Complexo de Bangu. O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso em Bangu 8, está sob sua custódia.

Indignado com os deputados na semana passada, por terem rejeitado emenda que atendia o pleito da categoria, o agente, revoltado – ele é dos mais incisivos – gritou com os parlamentares. “O Eduardo Cunha está sob minha custódia. Trato ele com muito mais respeito que vocês aqui com a gente” – disse Gutembergue, dentro da comissão, e que foi contido por seguranças da Câmara.  A revolta dele era em especial contra um deputado que perguntou o que eles estavam fazendo ali e questionou se não deveriam estar trabalhando.

Fonte: Veja.com.br

 

 

POSTURA

A matéria acima, foi publicada no site da Veja.com.br, na segunda-feira (8). A resposta à altura, do presidente do SindSistema e 2° vice-presidente da Fenaspen, foi direcionada ao deputado Giovani Cherini (PR) do Rio Grande do Sul que foi desrespeitoso com todos os servidores da segurança pública presentes na sessão da Comissão especial da reforma da Previdência (PEC6/2019), na quinta-feira (4).

Gutembergue, juntamente com servidores de forças da Segurança Pública, estiveram em vigília durante toda a semana em Brasília, em movimento da UPB para acompanhar os debates da reforma da Previdência. Embora algumas informações trazidas na matéria estejam relativizadas, fato é que o trabalho de trazer a categoria de agentes/inspetores penitenciários à luz do conhecimento de quem não vive o cotidiano carcerário está sendo feito pela atual diretoria do SindSistema no Rio de Janeiro, e no Congresso pela Fenaspen.

Embora o termo “carcereiro” não se aplique a gama de tarefas desempenhadas pelos atuais agentes/inspetores penitenciários, que o senso comum insiste em definir como um “simples abrir e fechar cadeados”, ele serve na matéria para chamar a atenção para a importância de nossa atividade na Segurança Pública. E para trazer à discussão que nossa atividade, típica de Estado, vai muito além disso. Serve para demonstrar, também, para aqueles que discutem o Sistema Penitenciário sem nenhum conhecimento de causa, que os agentes penitenciários tratam com dignidade mesmo os parlamentares que se encontram encarcerados por formação de quadrilha, corrupção e outros ilícitos que afetam toda a sociedade.

E que a mesma dignidade que dizem querer garantir aos presos, deveria ser garantida também a todos os trabalhadores que nunca cometeram nenhum tipo de infração penal. Nosso dever de casa fazemos com honradez e compromisso, falta aos parlamentares (homens e mulheres que definem as leis) fazerem o seu também, atentos que qualquer pessoa desde a mais simples até a mais influente pode vir a ser preso e estar sob nossa custódia e que irá, incondicionalmente, precisar desses trabalhadores forjados no cárcere, servidores penitenciários responsáveis e conscientes da importância da atividade desenvolvida em benefício de toda a sociedade de modo geral.