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Os pingos nos "is"

23/06/2019 22:58:42  

ESCLARECENDO FATOS

 

A partir da informação da Delegacia de Repreensão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), sob suspeita de que presos estariam utilizando telefone celular para extorquir empresário de uma escola na Barra da Tijuca, e que o interno Marcos José da Silva acautelado na Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho seria o proprietário da linha telefônica utilizada na extorsão, o setor operacional da Seap planejou e executou a operação em que inspetores penitenciários realizaram revista geral na galeria e nos pertences do interno onde foram encontrados os celulares. Foi colhido Termo de Declaração do preso em questão e o mesmo assumiu ser o proprietário de dois aparelhos telefônicos usados na extorsão. O preso foi conduzido por inspetores penitenciários do SOE/GSE à Delegacia Policial onde foi registrada a ocorrência e os aparelhos celulares apresentados. Transferido para a Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino, o preso permanecerá isolado inicialmente por 10 dias até a conclusão da Comissão Técnica de Classificação.

 

 

POR CIMA DO MURO

No dia 21 de junho, ao trocar o plantão por volta das 23 horas, os inspetores penitenciários Souza e Carmo perceberam uma movimentação atípica numa guarita desativada. Ato contínuo, ao caminhar para o seu veículo, o isap Souza viu uma pessoa trajada com o fardamento da equipe de Muralha (GSSE) descendo da guarita. Ao questionar a pessoa sobre o serviço naquela guarita, o mesmo respondeu que estava no RAS, que a guarita havia sido ativada e inclusive pediu uma carona até a base do GSSE. Porém, ao chegar no local o suposto servidor não entrou na base, e evadiu.

Por estranhar aquela situação, o inspetor penitenciário Souza buscou saber sobre a "reativação" da guarita e descobriu que ela estava realmente desativada. De pronto fez contato com o supervisor da Coordenação de Segurança, que ao tomar conhecimento dos fatos montou uma equipe e foi ao local. Lá visualizou uma mochila no chão da parte interna da Unidade Prisional, amarrada em uma corda que estava presa na concertina do muro. Na mochila encontraram: 73 (setenta e três) telefones celulares, 73 (setenta e três) carregadores para celular, 25 (vinte e cinco) fones de ouvido, 32 (trinta e dois) chips, 04 (quatro) roteadores e 5 (cinco) cabos de dados. O material foi apreendido e apresentado pelos inspetores penitenciários em sede policial.

 

 

OUTRAS APREENSÕES

No dia 13 de junho, inspetores penitenciários do Grupamento de Portaria Unificada (GPU) apreenderam 686 comprimidos de Pramil de posse de um funcionário do Colégio Estadual que funciona no interior da Penitenciária Gabriel Ferreira Castilho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, e que tentou ingressar com o material ilícito na unidade prisional.

 

 

NA REVISTA GERAL

No dia 22 de junho, a equipe de inspetores penitenciários das Turmas 3 e 4 de plantão, a direção e a segurança da Penitenciária Moniz Sodré apreenderam 4 (quatro) aparelhos de telefonia celular, 6 (seis) carregadores, 1 (uma) balança de precisão, e 1 (um) Roteador 4G, durante revista de rotina na unidade prisional.

 

As operações, contínuas e inopinadas, têm por objetivo principal combater as inúmeras formas de entrada de materiais ilícitos e irregulares. 

 

ATIVIDADE PENITENCIÁRIA, UMA LUTA INGLÓRIA

Sob a diretriz da atual gestão, inspetores penitenciários realizam volumosas apreensões de materiais ilícitos nas unidades prisionais e comprovam eficiência e sagacidade na atividade penitenciária. Nenhum outro profissional tem maior expertise na função penal que os agentes/inspetores penitenciários. Apesar do sucateamento provocado pela falta de políticas públicas para a área ao longo dos anos, a categoria conserva a dedicação e o olhar preciso para a atividade policial que desempenha, embora ainda não reconhecida constitucionalmente.

Acontecimentos recentes servem para revelar que o Complexo Penitenciário de Gericinó não é um local indevassável e que são inúmeras as portas e oportunidades de entrada de todo tipo de material ilícito, onde a fragilidade na segurança expõe ao risco constante todos que lá trabalham e frequentam.

Apesar do baixo efetivo de inspetores penitenciários, o trabalho desenvolvido tem obtido êxito nas operações de identificação de presos com imagens em rede social ou na prática de crimes embora em “cumprindo pena” nas unidades prisionais.

Quanto mais apreensões são realizadas, mais produtos ilícitos parecem “brotar” nas cadeias. A Portaria Central sofre com o excessivo movimento diário de automóveis e transeuntes misturados entre servidores, moradores e prestadores de serviço. Chega a ser um absurdo que não haja um cinturão mínimo de segurança num dos maiores Complexos Penitenciários do País e que o acesso às unidades prisionais seja tão facilitado pelos governos, obrigando os inspetores penitenciários a viverem um eterno “enxugar gelo”.

 

Na luta diária contra todas as formas e tentativas de frustrar a segurança e a disciplina nas unidades prisionais (seja combatendo continuadas práticas criminosas de presos, seja no combate ao desvio de conduta de servidores, visitantes, familiares, advogados fora da lei, entre outros frequentadores do ambiente carcerário), o inspetor penitenciário segue no difícil e invisível trabalho.

Valorize quem cuida da sua segurança. Inspetores penitenciários estão onde ninguém quer estar. Esses trabalhadores do cárcere convivem 24 horas do dia com todo tipo de criminosos para viabilizar a aplicação da pena que é dever do Estado.