Image

Inspetor penitenciário apreende drone que faria entrega de celulares e drogas na Cadeia

18/05/2019 22:39:32  

A apreensão inédita de um drone (em pleno ar) enquanto carregava dois celulares e drogas para a Cadeia Franz de Castro Holzwart, em Volta Redonda, comprova uma crescente modalidade de crime. Mas, também, a dedicação e eficiência "invisível" dessa categoria de trabalhadores do cárcere.

 

Em pouco mais de quatro meses da denominada “Operação Asfixia”, números preliminares apontam que foram apreendidos mais de 4 mil aparelhos de telefonia celular, 1.450 chips de telefonia, mais de 83 mil unidades de drogas, como papelotes e tabletes de maconha, cocaína, dentre outros entorpecentes. Foram apreendidos também 32 roteadores de internet, 104 armas brancas e 230 unidades de anabolizantes.

 

Operações de revista e combate à entrada de materiais ilícitos nas unidades prisionais do Estado do Rio de Janeiro fazem parte da rotina diária dos inspetores penitenciários, mas é preciso destacar que o apoio institucional da atual gestão da pasta (diferentemente de outras épocas onde esse apoio não esteve tão presente nessas ações) possibilitou um maior enfrentamento e o alcance de expressivos resultados.

 

Essas operações conjuntas de revistas se dividem em nível “A” (que inclui o apoio de todos os Setores Operacionais, subsecretaria de Gestão Operacional, Coordenações de Área, e Superintendência de Segurança, todos juntos); Nível “B” (que inclui a participação da Coordenação de Área com os inspetores das unidades prisionais da região), e em nível “C” (quando a tarefa é desempenhada com a participação do diretor em conjunto com os inspetores da Turma de plantão da própria unidade prisional).

 

Como resultado desse apoio, o resgate da autoestima do servidor é uma consequência natural, também pelo reconhecimento do trabalho que vai além da mera obrigação. Em gestões passadas, a falta de maior apoio institucional nessas operações de revista agravava a dificuldade do cumprimento do trabalho do inspetor penitenciário, que em quantitativo menor não tinha a possibilidade de realizar tantas apreensões vultosas. Desse modo, vem sendo restabelecido o respeito, a dignidade, a moral do inspetor penitenciário no controle do efetivo carcerário a partir do trabalho mais efetivo no combate tanto aos criminosos que tentam se organizar na cadeia e perpetuar a vida do crime, como também no combate a eventuais servidores com desvio de conduta.

 

“O êxito maior de apreensões está diretamente ligado ao maior quantitativo de inspetores penitenciários que participam das operações de revista, mas as ações do dia-a-dia, inopinadas, têm surtido grande efeito e expressivos resultados”, comemoram os inspetores penitenciários.

 

APREENSÃO DE DRONE COM CELULARES E DROGAS

 

 

O êxito na apreensão inédita de um drone carregado de material ilícito, e em movimento, realizada por inspetores penitenciários da turma de plantão da Cadeia Pública Franz de Castro Holzwart, em Volta Redonda, ganha contornos especiais porque reflete muito bem todo o esforço e responsabilidade dos inspetores penitenciários na realização do trabalho, mesmo diante de todas as dificuldades.

 

Na quarta-feira (15), enquanto todos assistiam a exibição do clássico entre Corinthians e Flamengo, pela Copa do Brasil, inspetores penitenciários faziam a segurança da Cadeia, e apesar do grande barulho feito pelos presos, em razão da partida de futebol, a sagacidade do inspetor penitenciário o levou a redobrar a atenção, quando por volta das 21h30min, avistou o pequeno drone próximo ao 3° andar da Cadeia vertical de Volta Redonda. Embora o local seja de difícil acesso e o reduzido efetivo funcional impeça o guarnecimento de todos os postos, houve o êxito em impedir que o preso alcançasse o equipamento que transportava dois aparelhos de telefonia celular e entorpecentes.

 

Com média de 300 presos no efetivo carcerário, cerca de 6 inspetores penitenciários da turma de plantão se revezam em todas as atividades da cadeia, além da intensa rotina das audiências de custódia. E mesmo diante das dificuldades enfrentadas por parcela significativa que tem que se deslocar por meios próprios do centro do Rio de Janeiro até Volta Redonda, e vice-versa, a dedicação e eficiência invisível desses “carregadores de piano” da Seap deixa claro que essa é uma atividade que detém especificidades muito particulares e merece ser exaltada sempre.

 

Fotos: Divulgação acervo SEAP RJ