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SindSistema-RJ apoia Jorge Coutinho para Ministro da Cultura

18/06/2017 11:06:28  

O Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio de Janeiro (Sindsistema-RJ) apoia e se congratula com a indicação do ator e presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões (Sated-RJ), Jorge Coutinho para ministro da Cultura.

"Com sua vasta experiência e dedicação à cultura brasileira, expressando-a de diversas formas e competência inigualável, torna-se quase que uma obrigação nos solidarizarmos  com a indicação e sobretudo trabalharmos para que isso aconteça. Entendemos que tê-lo como ministro da Cultura dará ao Ministério a dimensão da importância da cultura negra na formação histórica-social do Brasil e o resgate de parte dessa dívida histórica, dando-lhe o reconhecimento desse papel", enfatizou o presidente do SindSistema, Gutembergue de Oliveira.

 

 

BREVE HISTÓRICO

Fonte Wikipédia

Filho caçula da dona de casa vassourense Mercedes Antônia Coutinho e do marmorista Manoel Coutinho, Jorge Coutinho veio ao mundo pelas mãos de sua avó, famosa parteira, Marta Rocha. Da infância vivida nos bairros de São Cristóvão e Cordovil traz lembranças de tempos difíceis. Época em que a realidade o obriga a estudar sob luz de lamparina e a transportar latas d’água na cabeça. Motivado pela dificuldade financeira que a família enfrentava logo na adolescência Jorge Coutinho começa a trabalhar como lixador em uma antiga fábrica de sapatos no bairro Triagem. Nessa época Jorge Coutinho foi apresentado ao fantástico mundo das Escolas de Samba por meio de sua avó paterna dona Hercília, integrante da Escola de Samba Capela. Com a separação de seus pais e a morte de sua avó paterna Jorge Coutinho se muda para o bairro Proletário da Gávea, onde passa a viver com sua mãe. Não tendo se adaptado ao ofício Jorge Coutinho busca novos mercados, sendo levado ao curso de bombeiro hidráulico. Ao completar 18 anos Jorge Coutinho cumpre com seu dever cívico e passa ao serviço militar obrigatório, onde aprende o ofício de bombeiro eletricista. Terminado o período de serviço militar Jorge Coutinho emprega-se no luxuoso hotel Copacabana Palace na função de bombeiro hidráulico. É lá que ao assistir aos ensaios das grandes companhias artísticas Jorge Coutinho descobre uma nova paixão e a profissão que realmente desejava seguir. Sempre obstinado Jorge Coutinho se matricula no Conservatório e no curso do Teatro Tablado. Em 1958 faz seu primeiro trabalho como ator na peça teatral “Do mundo nada se leva” ao lado de nomes já consagrados da dramaturgia brasileira. Ainda no ano de 1960 Jorge Coutinho participado do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes – CPC/UNE iniciou seu sonho de descentralizar a cultura sempre tão presente nas classes abastadas e escassas para as classes menos favorecidas.

Jorge Coutinho se fez presente na criação do movimento do Cinema Novo e do Grupo Opinião. Foi o Grupo Opinião responsável pela divulgação da música dos compositores populares que após se tornaram conhecidos na elite.

Nos anos de chumbo o espetáculo “Noitada de Samba” produzido por Jorge Coutinho e Leonides Bayer e realizado pelo Grupo Opinião foi considerado pela opinião pública o grande foco da resistência, tendo ficado em cartaz por 10 anos.

Em razão desse movimento cultural e político Jorge Coutinho foi exilado na Argentina.

Regresso do exílio Jorge Coutinho choca a opinião pública na novela “Passo dos Ventos”, de autoria de Janete Clair, ao dar o primeiro beijo entre um negro e uma branca, desfiando o preconceito desde então vigente.

Com a carreira de ator já solidificada Jorge Coutinho inicia sua vida sindical a frente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões.

Em 2004 foi eleito presidente do SATED/RJ onde revitalizou e implementou diversos projetos.

Pelo trabalho desempenhado Jorge Coutinho foi reeleito em 2010 com 65% de aprovação nas urnas sindicais.