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Dia do Profissional de Inteligência

10/09/2020 09:30:17  

 

O dia 6 de setembro ficou instituído como o “Dia do Profissional de Inteligência”. Uma referência à criação do Serviço Federal de Informações e Contrainformações (SFICI), através do Decreto nº. 9775/46, pelo presidente da República do Brasil, Eurico Gaspar Dutra.

 

Organizações de Inteligência atuam na busca do bem-comum. São profissionais que servem assessorando nossos dirigentes na tomada de decisões, e na busca de soluções para uma infinita gama de situações que impliquem ameaça à ordem, ao progresso e à paz.

 

O profissionalismo, a integridade e o comprometimento são fundamentais na utilização dessa imprescindível ferramenta. Daí a importância dos servidores que trabalham nas agências de Inteligência serem capacitados especificamente para a tarefa.

 

No Brasil, a Inteligência Penitenciária teve início na Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro, em 2002. À época, ainda Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe). São 18 anos de história “e muito trabalho no convencimento da autoridade sobre a importância da atividade da inteligência na tomada de decisão”, relembrou um dos precursores da atividade no país, o tenente coronel PM Júlio Cesar Veras, durante a aula inaugural do 12º CINPE.

 

 

Iniciada num dos momentos mais sombrios vividos pelo Estado do Rio de Janeiro, a atividade de Inteligência Penitenciária deu os primeiros passos com o trabalho visionário e audacioso do então PM Alexander Veras Vieira, hoje promotor de Justiça. Para ele, há a necessidade de se adotar um Sistema de Inteligência Penitenciária Nacional. “É preciso sistematizar as ações. Nós temos doutrina, mas não temos sistema. Não temos a garantia de que em todos os estados da federação existe, no mínimo, uma pequena célula de inteligência. E subsistemas, o que seria ideal”.

 

Da esquerda para a direita, o então superintendente Geral da Sispen (2019), tenente coronel Júlio Cesar Veras; o promotor de justiça Alexander Veras Vieira; e o presidente do Sindicato SindSistema Penal RJ Gutembergue de Oliveira.

 

 

Referência nacional, inclusive com indicação da Direção de Inteligência Penitenciária do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), os cursos de Inteligência Penitenciária ministrados pela SISPEN/SEAP RJ contribuíram com a formação de dezenas de inspetores penitenciários do Rio de Janeiro, além de agentes públicos de várias instituições e Estados da federação.

 

CINPE É REFERÊNCIA NO PAÍS

 

As duas edições mais recentes do Curso de Inteligência Penitenciária (12º e 13º CINPE), ocorreram em 2019, ministradas pela Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (SISPEN/SEAP-RJ), sob o comando do coronel PM Julio Cesar Veras Vieira.

 

Entre os docentes e instrutores, estavam policiais penais altamente qualificados, tais como João F. Damasceno; Alexander G. da Silva; Ari G. Vicente; Carla S. N. de Barros; Cid R. Batista; Felipe S. R. Medeiros; Jorge Alexandre S. Mota; José Afonso F. de Almeida; Lincoln H. G. Álvares; Marcelo A. S. Gouvea; Maurício R. Vidal; Murilo F. de Souza; Thiago de M. Machado; Vinícius P. V. de Azevedo; Claudio C. Luz; Aline B. Barbosa; André Affonso F. de Oliveira; Júlio A. de Souza; Leandro da S. de Oliveira; Mauro V. Amaro; Maxwilliam S. F. da Rosa; Thiago V. Ferreira; Tiago M. de Souza;

 

 

A Superintendência de Inteligência Penitenciária (Sispen) integra as agências do Sistema de Inteligência de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (SISPERJ), nas ações de planejamento e execução das atividades de Inteligência no âmbito da SEAP.

 

E, em nível de Brasil, é a agência que possui a estrutura mais completa, como órgão de assessoramento. Com todas as técnicas e ferramentas necessárias, ciclos de busca, coleta e produção de dados e de conhecimentos, além de contar com importantes parcerias como o Ministério Público e Vara de Execuções Penais.

 

No Estado do Rio de Janeiro, o serviço de Inteligência dos policiais penais se desenvolve através da subdivisão de atividades ininterruptas e compartimentação das informações, que convergem num trabalho único, de excelência ao final de cada missão. Inteligência também para preservar a vida do servidor. Onde a mentalidade de gestão deve focar na valorização da categoria como um todo.

 

Anos sem rebeliões e controle de uma superpopulação carcerária, apesar de todas as agruras enfrentadas pela categoria no Estado, comprovam que temos profissionais de elevado valor, tanto no desempenho da atividade fim, quanto nas demais atividades inerentes ao cotidiano carcerário.

 

Questão que passa, fundamentalmente, pelo assessoramento de Inteligência realizado pela Sispen, quando requisitada, para que as medidas em nível de Estado sejam tomadas da melhor maneira. Sempre na missão, a Sispen se mantém em padrão de alto nível.

 

“Produzir conhecimento com significado, para que a decisão seja a mais acertada possível. Esse é o nosso desejo, essa é nossa missão”.

 

 

A lealdade é o requisito fundamental para os profissionais de Inteligência, à serviço da causa pública. A atividade de Inteligência de Segurança Pública é alicerçada em princípios éticos e valores morais. Seu compromisso é com a verdade, a justiça, a honra. Seu valor principal é a vida. 

 

Parabéns a todos os profissionais de Inteligência, pela data comemorativa que lhes agrega o devido valor.

 

 

 

“Poucos falam de filosofia, mas todos dela entendem. Todos falam de política, mas poucos dela entendem. Poucos entendem de Informações, mas todos delas falam.” (Cel. EB Ref. Romeu Antonio Ferreira, autor da Doutrina de Inteligência de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, escrita em 2005, alinhada em 2015).

 

 

Por: Elisete Henriques | Diretora de Comunicação SindSistema Penal RJ