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O estilo de um trabalho

20/11/2019 02:11:57  

Caros companheiros(as), infelizmente, a sanha verborrágica e a imensa necessidade de aparecer fazem com que alguns “sabidos" da categoria se disponham a querer “ensinar o padre a rezar missa”. Após quase 20 anos de muita batalha, muito trabalho, idas e vindas, e a garra de companheiros em todo o Brasil, aliados a uma articulação política equilibrada e persistente, nossa PEC da Polícia Penal foi aprovada. Restando apenas a promulgação, precisamos reproduzi-la na Constituição Estadual em decorrência do Princípio da Simetria, para depois regulamentá-la em uma Lei Orgânica.

 

E, dessa forma estamos trabalhando. Na semana seguinte à aprovação da PEC 372/17, ocorrida no dia 6 de novembro, já estávamos articulando com vários deputados, na ALERJ, a propositura de uma PEC Estadual. Elaboramos um projeto que foi encaminhado ao assessor legislativo de um parlamentar. O deputado se dispôs a colher as 24 (vinte e quatro) assinaturas necessárias para iniciar a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional.

 

Em reunião, no dia 19 de novembro, com o Secretário de Administração Penitenciária, Cel. PM Alexandre Azevedo de Jesus solicitamos a criação de um grupo de trabalho. Ele criará o GT e a Diretoria do SindSistema estará presente, visando a elaboração da Lei Orgânica que disciplinará a Polícia Penal do Estado do Rio de Janeiro.

 

Trabalhamos para a categoria e não para satisfazer egos ou interesses individuais de personagens que insistem em ditar comportamentos e formas de atuação de uma diretoria sindical eleita, reeleita e, sobretudo, composta de pessoas maduras, responsáveis e respeitáveis.

 

Hipotético satisfazer individualmente uma categoria de mais de 7000 (sete mil) servidores. Por isso, faremos Assembleia quando houver real necessidade e não por capricho de quem quer que seja. Não somos donos da verdade, e nem temos essa pretensão. Mas, é inegável que os oposicionistas não perdem a oportunidade de criarem situações que induzem alguns colegas mais distraídos a imaginarem que a precipitação daqueles é o que os mantém informados, sugerindo que é no açodamento que os estão representando. Será?

 

Hoje, vemos uma categoria em que alguns personagens, com interesses individuais buscam se auto satisfazerem. Um, criando sindicato Fake sem nenhuma representatividade. Outro, uma associação de inspetores penitenciários cujo objetivo era extinguir a própria categoria. Um terceiro, que com a aprovação da Polícia Penal criará uma associação. E, enquanto estava escrevendo essas linhas já surgiu um quarto, propondo criar o sindicato dos policiais penais do Estado do Rio de Janeiro, deixando evidente a falta de maturidade, de disciplina, de compostura, de ética, de um mínimo de respeito às decisões de escolha da categoria. Infelizmente, estão preocupados consigo mesmos, e não com a classe.

 

Modulando a divisão da categoria interferem no processo político com olhos voltados somente para seus interesses pessoais. Com a leviandade dos seus atos e usurpação de uma legitimidade que não possuem, anunciam um pretenso advogar em causa coletiva. Contraditórios, promovem a dissenção e desunião com bizarrices dissimuladas, fatiam a categoria e a enfraquecem, despertam desconfiança, descrédito e até o deboche de quem não conhece a real história da nossa categoria tão sofrida, ou ainda, dos que conhecem a história desses personagens quase cômicos, não fossem trágicos.

 

O Sindicato é uma entidade, ele não tem dono. Logo, a nossa diretoria está lá em decorrência de um processo eleitoral o qual vencemos com 322 votos de diferença, ou seja, legitimadíssimos. Quem se julgar capaz de representá-la, espere o pleito de 2021 e se sujeite ao escrutínio da categoria. Essa tentativa de deslegitimação em nada prejudica os atuais diretores, mas causa danos à categoria que podem ser irreversíveis. Somos um grupo de inspetores penitenciários que com seus currículos se juntaram e disputaram duas eleições e vencemos. Até que termine nosso mandato estaremos representando todos os servidores, mesmo os que não votaram em nossa chapa. Entretanto essa nefasta oposição com diversas vozes querendo falar em nome da categoria é um veneno letal às nossas lutas futuras, amputação da qual os Governos sempre se valerão.

 

Não esqueçam: nossa entidade sindical tem 62 anos de existência. Não sejam meninos. Não precisamos criar nenhuma associação ou sindicato para sermos diretores. A atual diretoria, continuará trabalhando da mesma forma que tem agradado a muitos, embora desagradado a outros. Afinal, não se pode agradar a todos. Não abandonaremos nossos princípios e propósitos, sob pena de nos descaracterizarmos.

 

O sim é que: PODEMOS, e seremos sempre verdadeiros.

Abraço a todos!

 

Diretoria do SindSistema Penal RJ reunida com o secretário da Seap, cel. PM Alexandre Azevedo de Jesus, a chefe de gabinete Rosa Lo Duca Nebel e o assessor especial Júlio César Soares, na terça-feira (19).

Foto: Paulo Vitor (Ascom/SEAP)